31 de julho de 2025
OPINIÃO

Supremo problema vai virar supremo problema nacional?!

Muito se fala que só o próprio Estados Unidos e seu povo poderiam impor limites ao seu presidente

Por Genésio Araújo Jr
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STF e Suprema Corte em destaque Foto: Montagem Política Real

(Brasília-DF) O povo costuma dizer, com sua eterna sabedoria, que não tem mal que seja para sempre, nem bem que seja eterno.   A singeleza popular (será que é?!) de afirmar da imprevisibilidade de nossa vida, mostrando mais uma vez que não somos donos da verdade, nem donos do tempo!

É inegável que o Supremo Tribunal Federal depois de ter entrado na história das supremas corte do Mundo, como agiu na pandemia do Covid 19 e na tentativa de golpe de Estado - vive, hoje, um mal momento face a soberba de alguns de seus membros e a incapacidade de outros de imporem uma limitação.

Nesse último dia 20 de fevereiro de 2026, a Suprema Corte dos Estados Unidos que vinha em baixa há alguns anos, tanto por conta do federalismo daquele país, que impede que alguns assuntos cheguem por lá, ou pela incapacidade de decidir veemente como deveria, ao tolerar os muitos crimes do então candidato Donald Trump que acabou candidato à reeleição – tomou uma decisão seminal, histórica porém obvia, para o que estabelece a Constituição dos Estados Unidos.

Muito se fala que só o próprio Estados Unidos e seu povo poderiam impor limites ao seu presidente, Donald Trump, que vem tomando uma série de decisões absolutamente diversas do padrão dos ocupantes da Casa Branca no pós-Segundo Guerra Mundial.

As limitações impostas pela Suprema Corte dos Estados Unidos ao presidente Donald Trump podem não ser inspiradas no que o Supremo Tribunal Federal do Brasil fez nos seus melhores momentos, como citado aqui, no caso da pandemia e da tentativa de golpe de Estado, mas são uma demonstração de que a independência do poder, que não é votado precisa, ter para se manter célebre.

Não parece crível que o mal momento do Supremo Tribunal Federal do Brasil vá se resolver num passe de mágica. Os bons momentos do STF se deram quando ele esteve unido. 

A Suprema Corte dos Estados Unidos não está unida, lá foram 6 votos contra o tarifaço de Donald Trump, que não ouviu o Congresso, e 3 votos a favor.  Eles estáãocumprindo a tarefa mesmo não trabalhando unidos.

O STF do Brasil não precisa estar unido, novamente, para buscar seu melhor rumo.  Pelo que se viu da divulgação da conversa entre os ministros, reunidos para discutir a crise do Banco Master - e que, claramente gravada, acabou sendo de conhecimento público - nos mostra que a divisão não é boa para Casa.

O Supremo Tribunal Federal, através de seus membros, tem dito que não é momento de grandes decisões internas, pois vivemos um ano eleitoral, sinalizando que as disputas entre os que são favoráveis a estes ou aqueles sejam usadas contra a própria Corte.

Muita gente argumenta que o bom momento econômico que o país vive pode ser deixado de lado com o argumento de que o STF é um grande problema nacional, mais que o nosso mais grave problema que é a alta criminalidade do chamado “crime organizado”.

O povo ainda não vê o STF como um problema nacional, a não ser os muito ressentidos ou os que temem por seus direitos inconfessáveis.  O STF deve, com alguma sapiência, perceber que não deve ultrapassar o que já ultrapassou para que seus defeitos não pareçam mais relevantes que o grande problema nacional que é a questão do crime organizado,

Vamos ver se os supremos vão ter a dimensão do que enfrentam!

Por Genésio Araújo Jr, jornalista

 

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