Sobre a nova “Carta aos Brasileiros”
Pelo lado negativo, vimos que Flávio Bolsonaro se comporta como o filho do papai que apanhando na rua avisa a todos que é filho do valentão
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(Brasília-DF) Nesse sábado, 11 de julho, o senador Flávio Bolsonaro divulgou uma “Carta aos Brasileiros” feita de próprio punho pelo ex-presidente Jair Bolsonaro que defende uma moção de confiança a seu filho pré-candidato presidencial, afirmando que ele “é a melhor opção para livrarmos o Brasil da corrupção, da violência e empobrecimento.”.
Diz, efetivamente, sem citar ninguém, que se dever deixar “de lado as possíveis diferenças”, e que Flávio é seu “efetivo porta-voz”. O breve texto é descrito como uma “carta aos brasileiros”.
Pode-se fazer múltiplas avaliações sobre a tal missiva, para atender todo tipo de analista, mas se está aqui para avaliar o lado positivo e o negativo.
Pelo lado positivo, Jair Bolsonaro, que está preso e não pode ele mesmo fazer tal manifestação, diz que todos do seu campo devem se juntar a Flávio Bolsonaro, dá uma “ordem unida” a seus tradicionais apoiadores que estão abalados com as notícias que atinge a buscada liderança de Flávio Bolsonaro, depois que ele deixou de liderar ,numericamente, todas as principais pesquisa após buscar aparentar ser um Bolsonaro moderno e que se vacina.
Pelo lado negativo, vimos que Flávio Bolsonaro se comporta como o filho do papai que apanhando na rua avisa a todos que é filho do valentão.
Jair Bolsonaro diz que todos do campo da direita não tem valor e que o único que pode usar esse galardão é o ungido Flávio, ninguém é mais digno. Se não é digno agora por qual motivo serão dignos no futuro?
O ex-governador do Goiás, o experiente pré-candidato do PSD, Ronaldo Caiado, não pensou duas vezes em ironizar a tal carta. Ele disse que liderança não se herda e que “Um candidato à Presidência precisa provar que decide sozinho nos momentos mais duros”.
Não custa lembrar que uma “Carta aos Brasileiros” já foi historicamente apresentada em campanha presidenciais, como a que vimos em 22 de julho de 2002, quando Luiz Inácio Lula da Silva num documento, não manuscrito, de 5 páginas falava em “caminho do crescimento econômico com estabilidade e responsabilidade social”.
A nova “Carta aos Brasileiros” não tempo compromissos nacionais, não fala a todos. Os dias vão rapidamente lidar com os fatos da declaração, que parece, evidentemente, preocupante.
Os bolsonaristas mais ferrenho vão ver só como uma “determinação”, até porque eles habitualmente não discrepam nos dogmas, se assim se pode dizer, do bolsonarismo, porém isso não basta para ter sucesso numa disputa tão acirrada como certamente teremos ,em que quem vai decidir a eleição não serão os apaixonados.
O lulismo contempla a aflição bolsonarista.
Os que não são apaixonados vão avaliar o que disso virá. Flávio Bolsonaro se tiver habilidade vai usar o que lhe foi dado como arma para buscar (re)conciliação e ampliar seu campo, procurando destacar uma capacidade de unir mais que de apartar, o que sempre foi uma característica do Bolsonarismo originário, os bons contra os comunistas.
Flávio Bolsonaro precisa entender que o que enche rio é água suja, nunca água limpa. A democracia é para os justos e ímpios!
Por Genésio Araújo Jr., jornalista.
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