31 de julho de 2025
OPINIÃO

Todos nos enganam!

Ninguém faz campanha eleitoral falando de dificuldades que o respeitável público precisa enfrentar

Por Genésio Araújo Jr.
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Estão mentido para vocês! Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF) Foram muitas fases até aqui, mas chegou a hora, efetivamente, da campanha eleitoral geral - presidencial, aos governos dos Estados, ao Senado e para a Câmara Federal.

Na prática, teve o início do ano eleitoral, ainda em outubro de 2025. Naquele momento, Lula ganhava força face aos efeitos políticos do tarifaço. Ficou ainda melhor quando a contragosto do Centrão, o ex-presidente Jair Bolsonaro anunciou em carta que o senador Flávio Bolsonaro seria seu candidato.

Neste início de ano, para surpresa de alguns, Flávio Bolsonaro colou em Lula e o ultrapassou, numericamente, nas pesquisas eleitorais. O Banco Master enfraquecia todo o mundo político, atingindo membros do STF visto como parceiro de Lula. 

O pacote de bondades do Governo Federal não parecia ter ainda seus efeitos. Aí veio, em abril, os efeitos da revelação do financiamento pelo Banco Master e as mentiras de Flávio Bolsonaro sobre os pedidos a Daniel Vorcaro para financiar o filme autobiográfico “Dark Horse”.

Em seguida, veio a visita de Flávio Bolsonaro a Donald Trump, o efeito PCC e CV como agentes de terrorismo e a nova onda de soberania. Lula voltou a crescer e passou a se notar o candidato do Missão, Renan Santos. A turma de trás não avançou como se esperava na agonia de Flávio Bolsonaro.

O que temos agora?  Lula larga a campanha que começa neste 16 de agosto retomando o diálogo no Senado, o que poderá fazer com que antes das eleições temas fundamentais como a PEC da Segurança, a regulamentação dos minerais críticos e até a Escala 6x1, a improvável sejam votadas.  O centrão sinalizou liberdades político-eleitoral estando mais inclinado, em sua cúpula, a ficar com Lula num possível segundo turno.

Flávio Bolsonaro, mesmo com tudo isso contra, continua colado em Lula nas pesquisas e as principais mostram uma grande quantidade de eleitores indecisos, notadamente, nas avaliações espontâneas. A rejeição dos dois principais candidatos, Lula e Flávio Bolsonaro é maior que suas aprovações.

Os principais candidatos, para infelicidade daqueles que estão com os pés no chão, não apresentam clareza como vão levar o país a partir de 2027. As dúvidas não são só com os possíveis candidatos presidenciais, pois não se houve candidatos ao Senado e à Câmara Federal falando em contribuições do legislativo para mudanças concretas.

Muito se fala que nossas ambições não cabem no orçamento. Só se fala das necessidades e não das limitações. Se cobra responsabilidade de todo mundo. O problema não é só brasileiro. Nos Estados Unidos também só se fala em gastança. Na Europa, eles falam nos problemas de meio ambiente, mas não param de falar em mais armas em meio a crise de energia.

A irresponsabilidade de nossos candidatos à presidência é geral. Sabemos que os políticos vendem sonhos, vendem terrenos no céu. Eles não querem falar dos infernos que temos que enfrentar.

Ninguém faz campanha eleitoral falando de dificuldades que o respeitável público precisa enfrentar.

Nunca ficamos tão certos de que estamos sendo enganados por quase todos que querem nossos votos.

Os sonhos não podem ser justificados, lamentável!

Foi Genésio Araújo Jr, jornalista.

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